terça-feira, 16 de junho de 2009

Um amigão, este homem


Márcio Metzker é um dos grandes amigos que fiz nesta vida. Nos conhecemos no Diário de Minas, em 1987, e mesmo com as minhas idas e vindas pra lá e pra cá do Atlântico, nunca perdemos o contato. É uma força, uma referência, um irmão que eu nunca tive. Metzkér (eu só o chamo assim) sempre presenteia os amigos com textos de pura inspiração e talento. Ontem à noite, porém, recebi um email que me deixou preocupada...

Amigos,

Na manhã desta terça-feira vou fazer uma cirurgia grande no Hospital Biocor, para retirada de um tumor no mediastino. Como o mediastino fica perto do coração, se o cirurgião der uma espiada nele vai ver vocês lá dentro, morando quietinhos nos átrios ou nos socavões da aorta. Ao voltar da anestesia, antes mesmo da biópsia, espero receber a boa notícia de que é um tumor benigno. Mesmo assim vou ficar um mês no estaleiro. Se tudo correr bem, será apenas um dia no CTI e dois no apartamento do hospital. O restante da licença será farra pura no apartamento. Vou mandar encher a geladeira de cerveja e encomendar salgadinhos para a gente comemorar o sucesso da operação. Caso dê tudo errado, espero que me perdoem por deixá-los sem os emails com os quais procuro diverti-los, e saibam que acho a amizade de vocês uma das grandes delícias desta vida. (...)

Liguei imediatamente para ele, soube de mais detalhes da cirurgia e hoje já tive notícias. A cirurgia durou mais de três horas, o tumor foi totalmente extirpado, levando consigo parte de um pulmão e do pericárdio. Metzkér está no CTI, deverá fazer radioterapia, mas, com toda certeza, terei de ir a BH nos próximos dias ajudar a esvaziar aquela geladeira que ele prometeu.

Enquanto isso, eu e os seus amigos e leitores assíduos continuamos aguardando os próximos textos. Vou aproveitar esta fase de ‘vigília’ e publicar alguns aqui no blog. Depois mostro pra ele. Um beijo no seu coração (no dele).

Armênia, uma mulher de Pirenópolis


Carlos Magno prometeu e cumpriu. Basta ler para dar uma vontade imensa de passear por Pirenópolis... Aproveitem!

Pirenópolis nunca cessa de me seduzir. Não bastasse as lindas ruas enfileiradas por casinhas seculares, sua gente amistosa e feliz e as curvas sensuais dos Pireneus emoldurando a paisagem, a cidade também emana arte em cada esquina, principalmente música.

No fim de semana prolongado de Corpus Christi, o Theatro (com tê agá, por favor) de Pirenópolis apresentou um espetáculo surpreendente que envolveu música, cenários, iluminação, figurinos e coreografia. “Armênia, mulher de talento”, celebra a obra de uma compositora pirenopolina que nasceu no fim do século XIX, filha de Sebastião Pina, “músico, diretor de teatro, ator e bailarino”, segundo nos informa o programa do espetáculo.

Dona de casa comportada, Armênia compôs basicamente modinhas. Nada, portanto, que contribuísse para revoluc ionar a música brasileira do século XX como havia ousado Chiquinha Gonzaga alguns anos antes. Mas a inocência das letras, a delicadeza dos acordes e a suavidade dos arranjos me comoveram. Sem falar do esmero da produção. Tudo certinho, bem ensaiado, de bom gosto.

Mas o que surpreendeu mesmo foram as vozes das dez cantoras que se revezaram no palco para apresentar a obra de Armênia. Lindas vozes, sem exceção. Umas mais trabalhadas do que as outras, mas todas de belo timbre e, principalmente, vindas da alma, com breve passagem pelo diafragma.

Saímos do Theatro (sim, o mesmo, em inusitado estilo elisabetano) inebriados, subimos a rua dos Pireneus e fomos cantar na casa do Laerte e da Márcia. Porque em Pirenópolis as noites soem terminar em cantoria.

Carlos Magno Almeida

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Feriadão com Casma

É engraçado como precisamos, muitas vezes, da presença de alguém para desfrutar de prazeres que estão bem perto de nós, mas que nem sempre percebemos. Carlos Magno veio passar o feriado em Brasília e, com ele, encontrei pessoas, revi Pirenópolis depois de mais de ano sem aparecer por lá, enfim, muito me diverti.

A maratona começou no dia 11, feriadão em Brasília. Carlos Magno manifestou saudades do Beirute da Asa Sul – desde que inaugurou o da Asa Norte nunca mais tinha ido lá – e lá fomos nós, acompanhados de Luazinha. Alfredo e Cristina também apareceram e foi uma delícia. Comida boa, conversa afiada a um custo módico... Todos felizes!










De lá, fomos brindar à casa 'nova' da Miriam. Depois de quase um ano em obras (uma novela!), ela passou o feriadão se preparando para voltar. Quando a casa já estiver arrumadinha, eu volto a falar sobre o assunto aqui no blog...

Sexta foi o dia de matar saudades de Piri. Não ia lá desde março do ano passado, e também não encontrava as pessoas.











Carlos Magno atraiu todo mundo...











No café que tanto gostamos, não podia faltar o Laerte, sempre querido...

Em casa, Cruvinel fez pose com a Anta, marca registrada do artista goiano Siron Franco.

Assistimos a um espetáculo encantador. Armênia - Mulher de Talento apresentou composições de uma pirepolina que viveu entre 1897 a 1989, com cantores e músicos da cidade. Adorei! Carlos Magno, mais entendido em música, ficou de fazer um post sobre a apresentação. Vamos aguardar...

Foi um feriadão muito do bacana. Casma precisa voltar mais vezes!!!

domingo, 7 de junho de 2009


A vida é assim: esquenta e esfria, aperta daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é CORAGEM.

Guimarães Rosa

Vai e vem

Andei vendo muita coisa nesses últimos tempos...













O aeroporto de Brasília, como não podia deixar de ser, foi o ponto de partida para comprovar que o poeta tinha razão ao dizer que o sertão ia virar mar.

Olha uma ponte submersa no interior do Ceará...










e esta rua inundada numa terra quente do Maranhão.

Um presente para os olhos este amanhecer em Copacabana...










e o azul do mar de Fortaleza.

E a viagem do trem que fez história e inspirou música que agora volta aos trilhos que cortam o Pantanal...









O povo tava numa felicidade de emocionar. Fez cortejo ao longo do caminho, sorriu e cantou pela estrada a fora.

Tinha Lula na viagem e todo mundo queria tirar uma casquinha... Até eu e a Carlota.










Empurra empurra e lá estavam os coleguinhas, em cenas de jornalismo explícito, como disse certa vez o Clovis Rossi numa cobertura presidencial.


Vi também uma festa de formatura de meninos e meninas, dando um passo importante para mudar a vida e virar a página do turismo sexual.

Andei de helicóptero pela primeira vez na vida.


Fiz pose pra Lua no Dia das Mães.

Enfim, corri corri. Agora, volto aqui para contar. Tim tim!

Este post é para a Favillinha!

Desde que sumi deste blog, em 26 de março, todas as vezes que encontrei com ela fui cobrada. Ela esperava por um retorno. Me expliquei como pude. Muito ocupada, viajando demais, sem inspiração, nada foi suficiente. Ela não desistiu de mim.

Bem, não sei vou ter fôlego para persistir por muito tempo ou com grande assiduidade, mas vamos lá. Você venceu, Favillinha! Saiba que sempre estará na minha lista mais cor de rosa, aquela ‘do carinho’.
Um beijo no seu coração.


quinta-feira, 26 de março de 2009

Notícias da Arijana



Recebi um email muito querido da minha amiga Arijana, de Portugal. Ela queria saber como foi meu carnaval em Veneza (estou devendo um post sobre isso), contou que a primavera chegou a Portugal trazendo bom tempo (já deu até para tirar as meias e as mangas compridas, disse ela) e mandou umas fotos muito simpáticas que ela e suas colegas do Instituto Piaget, onde Arijana dá aulas de inglês, tiraram na época do carnaval. Minha amiga é a mais alta, um metro e oitenta de pura meiguice.